PROCESSO DE INCLUSÃO E INTEGRAÇÃO NA UCM-FEC: UMA REFLEXÃO CRÍTICA DA REALIDADE


Introdução
O presente ensaio, tem como tema: Processo de inclusão e integração na UCM-FEC: uma reflexão crítica da realidade. O trabalho tem como objectivo observar os pontos vantajosos e desvantajosos que a UCM-FEC apresenta para os estudantes e membros da faculdade. No entanto qualquer que seja uma instituição de ensino tem como objectivo formar indivíduos de qualidade, eficiência e com responsabilidade para operar na sociedade.
A sociedade é composta de vários indivíduos e com caracteres diferentes, outros descriminam-se, é um meio em que pode se tornar difícil a sua socialização. Portanto a escola ou qualquer que seja a instituição de ensino deve ensinar aos seus estudantes como lhe dar com esse meio. Portanto, a UCM-FEC não se distância a esses princípios, ela promove cursos para todos. Oferece dois regimes, presenciai tanto a distância, mesmo sabendo que ela diferencia alguns cursos para estes regimes. Uma situação que não deveria acontecer, reparando que é uma Faculdade de Educação e Comunicação, que tem a tarefa de formar um cidadão para servir a comunidade.
A metodologia usada para a realização do presente ensaio foram consulta de revistas, manuais e entrevistas dos estudantes da FEC do 2º ano. O ensaio é composto de capa, introdução, desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas.


PROCESSO DE INCLUSÃO E INTEGRAÇÃO NA UCM-FEC: UMA REFLEXÃO CRÍTICA DA REALIDADE
A Universidade Católica de Moçambique, Faculdade de Educação e Comunicação, é uma instituição de ensino superior localizado na província de Nampula, em que administra cursos da Educação, do Desenvolvimento Comunitário e de Comunicação. É uma instituição em que o ensino é abrangente a todos os cidadãos nacionais e internacionais, não discrimina os indivíduos com NEE e nem por raça. Porém, todos os indivíduos que queiram estudar a esta instituição são bem-vindos. 
Como qualquer instituição de ensino, tem a função de formar um homem que possa transformar a sociedade, então precisa incluir e integrar os seus alunos nos programas curriculares, para que o estudante se sinta acolhido, portanto, a UCM-FEC, contribui bastante na harmonização dos estudantes da Faculdade.
Ferreira (2016), falar da Educação Inclusiva, em contexto escolar, é, sobretudo, dar a todos os indivíduos os mesmos direitos, deveres e condições de ensino e aprendizagem, não reparando as suas condições físicas, financeiras ou mesmo as condições da sua origem, mas sim valorizar o indivíduo como um ser que pensa, age e sente como qualquer outra pessoa.
“Educação Inclusiva acontece, efectivamente, quando os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) beneficiam de medidas especiais de apoio e são mobilizados um conjunto de recursos e serviços com vista à sua integração nas turmas do regular” (Mamah et al., 2011; Wang, 2009, cit em Ferreira, 2016, p.6). Portanto, a UCM-FEC, aceita os alunos de todos os tipos, sem olhar nas suas raças, etnias e nem nas suas condições físicas, a FEC admite e valoriza esses alunos, visto que tem alunos com problemas de pele (albinos), outros com problemas de deslocamento (deficiência física), temos alunos com a pele branca, preta e outras denominações, estudantes nacionais e estrangeiros. Sendo uma instituição da igreja Católica também não descrimina as outras religiões, é uma instituição que aceita os estudantes que profeta a religião Crista, Islâmica e qualquer outra religião. Porém, a todos eles são integrados nas salas normas e são tratados da mesma forma.
O Artigo 26.º, n.º 1, da Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), diz o seguinte:
Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve ser aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
Portanto, teremos uma Educação Inclusiva se esta educação envolve a todos os indivíduos, independentemente do tipo de dificuldades que os alunos manifestem, tanto ao nível cognitivo, motor, como emocional ou comunicacional. Acrescentam Ferrari e Sekkel (2007), uma universidade promove uma educação inclusiva quando: Os cursos que ministra não oferecem barreiras no acesso; os professores revelam uma formação pedagógica e intercultural; Os estudantes participam na vida e na gestão da universidade.
Contudo, a UCM- FEC, tem oferecido cursos nos períodos laborais, pois-laboras (presencias) e acima de tudo oferece cursos de ensino a distância (CED), assim as pessoas que queiram ingressar-se a Faculdade e aos cursos poderão escolher o regime a estudar.
Salientar que, em algum momento a UCM-FEC, não oferece cursos de ensino de disciplinas no regime presencial, ou seja, a instituição oferece cursos de Matemática, Português, Geografia, História, entre outros relacionadas a disciplinas no regime a distâncias e, isso acaba obrigando alguns estudantes a ingressarem no CED, porque quer seguir o ramo do seu interesse, nesse caso a UCM-FEC, sendo uma Faculdade de Educação e Comunicação, deveria integrar esses cursos em todos os regimes assim os estudantes podem ingressar em qualquer período em que quiser e estiver livre seguindo a sua especialização.
Certamente, não importa apenas a inclusão dos indivíduos no ensino, eles deve se sentir felizes pelas suas escolhas, devem sentir-se acolhidos pela instituição em que estão inseridos. Para tal as escolas devem integrar esses estudantes na comunidade estudantil.
Segundo Wolfensberg (1972, citado por Sanches e Teodoro 2006), a integração, é o oposto a segregação, consistindo o processo de integração nas práticas e nas medidas que maximizam (potencializam) a participação de pessoas em actividades comuns (mainstream) da sua cultura” (p.65). Sustenta Sanches e Teodoro (2006, p. 65), “a integração consiste na oferta de serviços educativos, que culminam com a prática das actividades temporal e social entre alunos deficientes e não-deficientes durante a jornada escolar normal”.
Com as definições dadas pelos autores, pode se notar na UCM-FEC, a integração dos estuantes nas actividades de socialização e valorização das potencialidades dos estuantes. A UCM-FEC tem grupos de socialização, exemplo concreto é o Núcleo de estudantes da FEC, em que a maioria dos estuantes estão integrados, tem o departamento de HIV/SIDA em que é um órgão de aconselhamento de saúde reprodutiva, Género e VIH/SIDA. Estes são uns dos exemplos de alguns grupos que acolhem os estuantes e valorizam os seus talentos e potencialidades.
Não esquecendo do conselho científico da faculdade que tem realizado as jornadas cinéticas, onde os estuantes desenvolvem temas que a inquieta, não só, mostrando as devidas soluções para esses problemas do quotidiano das sociedades.
UCM-FEC sendo uma instituição que forma e socializa vários indivíduos, tem alguns aspectos que devem ser melhorados para atender as necessidades urgentes dos seus estuantes. Ex: a UCM-FEC apresenta insuficiência nos corredores as rampas, para possibilitar aos estudantes debilitados atravessarem com as carinhas, mesmo que não seja os estudante mas sim qualquer que seja indivíduo que possa visitar a faculdade.
Para além desta realidade existe uma outra que os estudantes dessa faculdade apresentam, relacionado com as plataformas que a UCM-FEC apresenta que precisam de manutenções urgentes.
O estudante Litos Muloquela, do 2º ano, no curso de Psicopedagogia, mostrou a preocupação na plataforma do estuante, segundo ele a plataforma tem mostrado o fraco processamento e isso dificulta a forma rápida de acesso as informações, para ele uma vez que a UCM-FEC tem esta página na internet o estudante poderia ver as suas notas e outros serviços mesmo estando em casa, para além de esperar que os docentes colem as pautas na vitrina.
Reginaldo Afonso, estudante do 2º ano no curso de GAE e Radinho, estudante também do 2º ano no curso de DC e Serviço Social, apontaram como um grande problema que a faculdade deveria resolver com tanta urgência na área da contabilidade, sendo uma área que gere as finanças, não poderiam ficar uma semana com problemas de sistema. Os estudantes ficam com recibos bancários sem o comprovativo da FEC e isso pode vir lesar o estudante nas realizações dos testes.
Contudo, pode se perceber que a UCM-FEC, tem dificuldades no reajustamento dos sistemas que dão acessos aos estudantes terem as informações no tempo e hora e esse é um dos problemas que a UCM-FEC deve resolver com rapidez. Para além dos sistemas, também a UCM-FEC, tem algumas das salas que não reúnem condições de apresentação dos trabalhos e de aulas, isto é, algumas salas de aula tem projectores mas estão com avarias, portanto os estudantes tanto os docentes não conseguem ilustrar as aulas através do projector.


Conclusão
A UCM é uma instituição de ensino superior privada, no entanto, é regido pela Igreja Católica e quase encontra-se em todo mundo, elas oferecem espaços de crescimento não só intelectual, mas, também, humano e espiritual, através da Pastoral e Extensão Universitária.
Ao oferecer esses espaços de crescimento, entendemos que o contributo das Universidades Católica seria não só o de educar profissionais, mas de educar, também, homens e mulheres capazes de encarnar valores que moldam a personalidade, tais como a solidariedade, a fraternidade, a transparência, a honestidade, dado que vivemos numa sociedade marcada por crise de valores, onde, na maioria dos casos, os bens materiais são mais valorizados do que o ser da pessoa.
 A UCM-FEC oferece as oportunidades dos seus estudantes promoverem e apresentarem os seus talentos através do núcleo e departamentos da faculdade que acolhem os estudantes.
A UCM-FEC não descrimina o seu pessoal, que no entanto os estudantes e os docentes nem todos são da Igreja Católica, por sua vez ela promove ambiente do multiculturalismo, os estudantes, docentes e os outros funcionários respeitam as culturas dos outros. Formando assim um organismo vivo, onde existem vários membros com diferentes funções mas com um único objectivo, promover a qualidade e o desenvolvimento do organismo.  Mas, a UCM-FEC deve aumente as rampas, ou criar, passagens para todos os andares do edifício para os estudantes com deficiências físicas.


Referências bibliográficas
Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948).
Ferrari, M. & Sekkel, M. (2007). Educação Inclusiva no Ensino Superior: Um Novo Desafio. Revista Psicologia Clínica e Profissão, 27- 636-647.
Ferreira, A. (2016). A Educação Inclusiva na Universidade. Revista Electrónica           de                    Investigação e             Desenvolvimento, 1, 2310-0036.
Sanches, I. e Teodoro, A. (2006) Da integração à inclusão escolar: cruzando perspectivas e            Conceitos. Revista Lusófona de Educação, 8, 63-83


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